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Manual de orientações Técnicas da DBM(Divisão de Biologia Médica)

Manual de Orientações Técnicas para: Coleta, Identificação, Acondicionamento, Preparo e Transporte de Amostras Biológicas

 

AUTORIDADES

Governador do Estado do Pará

Simão Robison Oliveira Jatene

Secretário de Saúde

Diretora de Vigilância em Saúde

Hélio Franco de Macedo Junior

Maria Rosiana Cardoso Nobre

Diretor do LACEN —PA

Sebastião Licínio Lira dos Santos

Vice

Suzana Maria Silva Caldas

 

COLABORADORES

- Adilson Raimundo Pinto Monteiro

- Adma da Silva Pinheiro

- Ana Kelly Gomes da Silva

- Carla Cylene Lagoia de Souza

- Cecília Viana Nahum Pinho

- Cláudio Levi Mascarenhas

- Cristiane Shibata Ikeda

- Danielle Oliveira Damasceno

- Eliette Assunção e Silva

- George Leandro Ferreira Lima

- Gleyse de Oliveira Damasceno

- Ilvanete Almeida da Silva

- José Américo Lozich de Aquino

- Lílian Patrícia Souza Barros

- Lucia Maria dos Reis Sarmento

- Luis Fábio Leite Rego

- Luiz Arthur Dias Alves

- Maristela Valois Laurentino

- Oneide do Socorro Carlos da Silva

- Raimunda Marques de Carvalho Batista

- Raquel Saraiva Brito

- Stela Angélica da Costa Brito

- Sueli Gouveia Silva

- Surama da Costa Pinheiro

- Vânia Maria Pimentel Lucas

- Valnete das Graças A. D. Holanda

 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

- Sônia Maria Lima da Silva

 

MISSÃO:

Prestar atendimento laboratorial, científico e tecnológico como referência estadual, a vigilância em saúde, garantindo qualidade nos serviços oferecidos a sociedade.

 

VISÃO:

Ser referência regional em laboratório de saúde pública com reconhecimento nacional.

 

VALORES:

Dedicação, ética, respeito, competência, humanização, responsabilidade, reconhecimento, qualidade, trabalho em equipe, comprometimento e transparência.

POLÍTICA DA QUALIDADE:

Buscar a melhoria contínua das práticas laboratoriais no LACEN-PA, por meio da manutenção e aprimoramento de um Sistema de Gestão da Qualidade eficiente , que atenda aos requisitos da norma NBR ISO/IEC 17025, valorizando a capacitação e o comprometimento da direção e dos colaboradores bem como a contínua adequação de métodos e equipamentos, visando à satisfação dos nossos usuários.

 

 

AGRADECIMENTOS

A todos os servidores do LACEN-PA que desempenham suas atividades com dedicação, ética e qualidade profissional, os quais forneceram as orientações contidas neste manual. A Coordenação da Qualidade e Biossegurança pela iniciativa e empenho em conduzir a elaboração deste manual, objetivando sempre o crescimento, desenvolvimento e a qualidade dos serviços oferecidos à sociedade.

À Direção.

 

 

 

ÍNDICE

I- APRESENTAÇÃO

II- VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA: ORIENTAÇÕES GERAIS

2.1. REQUISIÇÕES, FICHAS DE NOTIFICAÇÃO E FORMULÁRIOS PARA AU TORIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE ALTO CUSTO (APAC)

2.1.1. Requisições e Fichas de Notificação

2.1.2. APAC

2.2. CUIDADOS PRELIMINARES

2.3. COLETA DE AMOSTRAS

2.3.1. Coleta de Sangue

2.4. PREPARO DA AMOSTRA

2.4.1. Separação do Soro ou Plasma

2.5. IDENTIFICAÇÃO DA AMOSTRA

2.6. ACONDICIONAMENTO PARA TRANSPORTE

2.6.1. Para Transporte de Curta Distância

2.6.2. Para Transporte de Longa Distância

2.7. CONDIÇÕES DE TRANSPORTE NAS VIATURAS

2.8. RELAÇÃO DE EXAMES REALIZADOS NAS SEÇÕES DO LACEN

2.8.1. Bacteriologia e Micologia

2.8.2. Biologia Molecular

2.8.3. Citopatologia

2.8.4. Dosagens Bioquímicas

2.8.5. Hematologia Clínica

2.8.6. Hemoparasitologia

2.8.7. Hormônios

2.8.8. Histopatologia

2.8.9. Imunologia Avançada

2.8.10. Marcador Tumoral

III- VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA: ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS

3.1. BACTERIOLOGIA E MICOLOGIA

3.1.1. Secreções

3.1.2. Chlamydia trachomatis

3.1.3. Coqueluche

3.1.4. Cólera

3.1.5. Pesquisa de Salmonella spp, shigella spp e E. Coli Patogênicas (EPEC, EIEC e EHEC)

3.1.6. Febre Tifóide

3.1.7. Haseníase

3.1.8. Infecção Urinária

3.1.9. Infecção de Orofaringe

3.1.10. Infecções Purulentas em Geral

3.1.11. Meningite

3.1.12. Septicemias em Geral

3.1.13. Tuberculose

3.1.14. Uretrites e Vaginites em Geral

3.1.15. Micologia

3.2. BIOLOGIA MOLECULAR

3.2.1. Hepatite C

3.3. CITOPATOLOGIA

3.3.1. Citologia

3.4. DOSAGENS BIOQUÍMICAS, HORMÔNIOS E IMUNOLOGIA BÁSICA

3.4.1. Bioquímica e Imunologia Básica

3.4.2. Hormônios

3.5. HEMATOLOGIA CLÍNICA

3.5.1. Hematologia

3.6. HEMOPARASITOLOGIA

3.6.1. Doença de Chagas

3.6.2. Malária

3.7. HISTOPATOLOGIA

3.7.1. Histopatógico

3.8. IMUNOLOGIA

3.8.1. Dengue

3.8.2. Dengue - Isolamento Viral

3.8.3. Doença de Chagas

3.8.4. Febre Amarela

3.8.5. Febre Amarela - Isolamento Viral

3.8.6. Hepatite A, B, C e D

3.8.7. Hepatite B - PCR

3.8.8. HIV - Sorologia

3.8.9. HIV - CD4 e CD8

3.8.10. HIV - Carga Vira l

3.8.11. Leishmaniose Visceral Humana

3.8.12. Leishmaniose Visceral Canina

3.8.13. Leptospirose

3.8.14. Rotavírus

3.8.15. Sarampo e Rubéola

3.8.16. Toxoplasmose e Citomegalovírus

3.8.17. Viroses Respiratórias

3.8.18. Sífilis

 

I- APRESENTAÇÃO

 

O Laboratório Central do Pará, vinculado a Secretaria de Estado de Saúde Pública do

 Pará, segundo a Portaria 2031/MS que dispõe sobre a organização do Sistema Nacional de

 Laboratórios de Saúde Pública apresenta dentre suas principais competências: a coordenação da rede de laboratórios públicos e privados que realizam análises de interesse em saúde pública e a realização do controle de qualidade analítica da rede estadual. Diante do exposto, o LACEN-PA tem a honra de apresentar a todos os seus clientes o “MANUAL DE ORIENTAÇÃO

 

PARA COLETA, IDENTIFICAÇÃO, ACONDICIONAMENTO, PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL  BIOLÓGICO”. Este manual tem por finalidade sistematizar as orientações técnicas para a fase pré-analítica dos ensaios. Se as orientações aqui apresentadas forem bem observadas, as circunstâncias para análise serão mais favoráveis, haja vista que para um resultado ser preciso, não basta apenas que as técnicas sejam executadas corretamente, é necessário também que se receba uma boa amostra. Entende-se com boa amostra aquela obtida em um ambiente favorável, na quantidade adequada, em recipiente apropriado, bem identificada, corretamente acondicionada e transportada. Tal iniciativa deverá padronizar os procedimentos pré-analíticos, que devem ser estabelecidos para todos os clientes que enviam amostras para o LACEN-PA, com o propósito de garantir a qualidade dos resultados e a satisfação dos nossos clientes.

II- VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA: ORIENTAÇÕES GERAIS

2.1. REQUISIÇÕES, FICHAS DE NOTIFICAÇÃO E FORMULÁRIOS PARA AUTORIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE ALTO CUSTO( APAC )

2.1.1.

Requisições e Fichas de Notificação

Para que o LACEN realize os seus exames, é importante que as requisições médicas

venham acompanhadas das fichas de investigação e notificação epidemiológica e/ou formulários da APAC estejam preenchidos corretamente, sem rasuras, com as condições e dados a seguir:

Com letra legível: para evitar trocas de nomes, de exames ou envio para locais errados;

Com nome, endereço e cidade da instituição: para que o LACEN possa enviar o resultado ao local de origem;

Nome do paciente completo, data de nascimento, idade, sexo, CPF e CNS;

Nome, CPF, carimbo do médico solicitante e CID 10: o resultado é enviado para quem solicitou o exame, logo é necessário que seja legível na requisição;

Descrição do material coletado: soro, sangue, líquor (Líquido Céfalo Raquidiano -LCR), medula óssea, lavado brônquico, fezes, urina, secreções, raspado de pele e outros;

Exame(s) solicitado(s): a descrição do(s) exame(s) solicitado(s) deve ser legível e compatível com a quantidade. O material deve ser adequado ao exame a que se destina;

Datas/Hora: da requisição, do início dos sintomas quando aplicável (Ex: Dengue, Leptospirose), da coleta quando necessário (Ex: CD4/CD8, PCR, Carga Viral, Dengue, Leptospirose);

Telefone para contato;

Dados epidemiológicos para todos os exames.

Notas:

a) Os dados que os laboratórios fornecem para as Vigilâncias Epidemiológicas são de suma importância na tomada de ações de Saúde Pública, tanto municipais quanto estaduais e principalmente federais, portanto é necessário que os dados sejam completos, legíveis e corretos.

b) As fichas de notificação necessárias para os exames no LACEN estão disponíveis na IN-

TERNET, no Sistema de Informação de Notificação de Agravos -SINAN (Qualquer site de pesquisa se localiza o SINAN).

2.1.2. APAC

O Estado só é pago pelos exames considerados de alto custo, tais como Contagem de

Linfócitos “T” CD4/CD8, Testes de Qualificação de Carga Viral, HCV Qualitativo, HCV Quantitativo e HCV/HIV Genotipagem, se os laudos médicos e formulários das APAC’s estiverem preenchidos completamente e sem rasuras. Portanto, o exame só pode ser realizado mediante este documento corretamente preenchido.

2.2. CUIDADOS PRELIMINARES

Ao iniciar suas atividades, o técnico deve organizar seu material de acordo com a amostra a ser coletada, estar utilizando seus Equipamentos de Proteção Individual —EPI (luva e jaleco de manga comprida, máscara e óculos para coleta de secreções), conferir todos os dados da requisição e preparar a identificação da amostra.

2.3. COLETA DE AMOSTRAS

A coleta de sangue está descrita a seguir e a coleta das demais amostras está descrita nos capítulos relativos, de acordo com as orientações para cada tipo de exame.

2.3.1. Coleta de Sangue

a) Se o paciente estiver em condições de mobilidade normais, sentá-lo confortavelmente em cadeira com descanso para o braço, deixando-o acessível para a coleta. Caso não esteja, colher com o paciente deitado;

b) Antes de iniciar a coleta, lavar as mãos, calçar luvas, identificar os tubos, encaixar a agulha na seringa, inspecionar a ponta da agulha (não deve estar rombuda ou torta) e mover o êmbolo da seringa;

c) Se a coleta for a vácuo, rosquear a agulha no suporte;

d) Colocar o torniquete (garrote) para que as veias fiquem mais salientes;

e) Inspecionar as veias cuidadosamente e verificar a mais adequada para a punção;

f) Fazer a assepsia do local com algodão embebido em álcool 70%;

g) Em seguida, puncionar a veia e coletar o sangue;

h) A coleta deve ser, preferencialmente, a vácuo, cuidar para não retirar o tubo enquanto tiver vácuo, para que a quantidade de sangue produza a quantidade de soro ou plasma necessários;

i) A pressão do torniquete não deve ser mantida mais que 60 segundos, porque produz aumentos na concentração de células sanguíneas;

j) Se a coleta for com seringa, colocar o sangue, cuidadosamente nos tubos próprios, deixando escorrer suavemente pela parede interna do tubo;

k) Se a coleta for a vácuo, colher nos tubos próprios para os exames.

2.4. PREPARO DA AMOSTRA

2.4.1. Separação do Soro ou Plasma

a) Calçar luvas;

b) Colocar as amostras em Banho Maria a 37°C para retração de coágulo.

Tempo: 15 minutos.

c) Abrir a centrífuga, colocar os tubos com o sangue nas “caçapas”, tomando o cuidado de equilibrá-los;

d) Fechar a tampa da centrífuga, marcar 3000 a 4000 RPM e ligar por 5 minutos;

e) Não abrir a tampa da centrífuga antes de parar totalmente de rodar e nem tentar parar com a mão ou instrumentos (recomenda-se não abrir a centrífuga imediatamente após parar, devido formação de aerossóis que podem ser infectantes, por isto, deve-se esperar alguns minutos para que as partículas sedimentem);

f) Retirar os tubos das caçapas com auxílio de uma pinça e colocar em estante própria;

g) Verificar o aspecto da amostra. O soro ou plasma deve estar livre de resíduos de hemácias.

Se o soro estiver fortemente hemolisado ou lipêmico, nova coleta deve ser providenciada;

h) Vedar bem, mas apenas na borda da tampa, com fita crepe (evitar o uso de esparadrapo).

2.5. IDENTIFICAÇÃO DA AMOSTRA

Qualquer amostra deve vir identificada com etiqueta autocolante, em letra legível, contendo: nome do paciente, idade, sexo, tipo de exame, local de procedência.

Nota:

A etiqueta deve ser colocada de maneira que se possa visualizar a amostra, não colocar a etiqueta na tampa. Se for amostra líquida (sangue total, soro, plasma) o nível da amostra não deve ficar coberto.

2.6. ACONDICIONAMENTO PARA TRANSPORTE

2.6.1. Para Transporte de Curta Distância

Para transporte rápido, de curta distância, os tubos com amostras (geralmente sangue total, soro ou plasma) podem vir em estantes e transportados em caixas térmicas. Os demais materiais, de acordo com as orientações para cada tipo de amostra, estão apresentados nos capítulos correspondentes.

2.6.2. Para transporte de longa distância

Quando as amostras de sangue total, soro, plasma e outras similares são procedentes de locais mais distantes, o LACEN sugere o seguinte procedimento:

a) Colocar o(s) tubos(s) com as amostra(s), devidamente identificada(s) e etiquetado(s) em estantes para tubos;

b) Colocar dentro de uma caixa térmica;

c) Colocar o gelo reciclável dentro da caixa;

d) Colocar as requisições correspondentes, devidamente preenchidas, dentro de um saco plástico;

e) Vedar bem o saco e fixá-lo na parte externa da tampa da caixa térmica;

f) Fechar e vedar bem a caixa;

g) Identificar com destinatário, remetente;

h) Enviar ao laboratório.

Notas:

a) Gelo: o gelo deve ser preferencialmente reciclável, para não haver risco de perda da amostra.

b) Caixa Térmica: é utilizada para acondicionar e transportar amostras, devendo ser capaz de conservar a temperatura interna adequada à viabilidade das amostras. Deve ser lavável, resistir à desinfecção e portar a identificação de “Infectante” ou “Risco Biológico”, juntamente com o nome, telefone e endereço da pessoa que deve ser avisada em caso de acidente com a(s) amostra(s).

2.7. CONDIÇÕES DE TRANSPORTE NAS VIATURAS

a) Não é recomendado o transporte de material biológico junto com o paciente na mesma viatura;

b) As caixas térmicas devem vir bem vedadas e fixadas para não virar durante o transporte, e ser protegidas do sol e da umidade;

c) O motorista deve ser orientado a respeito do material que está transportando e de como proceder em caso de acidente com as amostras:

d) Deve possuir na viatura um Kit com: jaleco e luvas, uma pá com escova (caso tenha que re-colher material espalhado), pano de limpeza, um pequeno frasco com álcool 70% para limpeza do local e das mãos, saco para lixo infectante e fita adesiva;

e) Em caso de acidentes os materiais recolhidos e utilizados na operação de limpeza devem ser colocados em saco para lixo infectante, ser bem fechado com fita adesiva, para que mais tarde sejam esterilizados e descartados adequadamente; anda em caso de acidente, o motorista deverá entrar em contato com a pessoa responsável pela remessa, cujo nome, telefone e endereço devem constar na caixa térmica.

f) Ainda em casa de acidente, o motorista deverá entrar em contato com a pessoa responsável pela remessa, cujo nome, telefone e endereço devem constar na caixa térmica.

 

2.8. RELAÇÃO DE EXAMES REALIZADOS NAS SEÇÕES DO LACEN

2.8.1. BACTERIOLOGIA E MICOLOGIA

- Enteroinfecções —Cultura/ Antibiograma das fezes.

- Coqueluche —Cultura/ Antibiograma da nasofaringe.

- Cólera-Cultura/ Antibiograma das fezes.

- Febre Tifóide-Cultura/ Antibiograma das fezes e ou sangue.

- Hanseníase - Raspado dérmico.

- Meningites Bacterianas —Cultura/ Antibiograma de líquido céfalo raquidiano (LCR).

- Septicemias em Geral —Cultura/ Antibiograma de sangue total.

- Tuberculose —Bacterioscopia/ Cultura/ Antibiograma do escarro.

- DST de Etiologia Bacteriana —Bacterioscopia, Exame à fresco, Cultura/Antibiograma, Secreção vaginal, Uretral, Endocervical, Orofaríngeo, Anal.

- Tracoma —IFD —Raspado da conjuntiva tarsal superior.

- Leptospirose —ELISA —Soro.

- Rotavírus —ELISA —Fezes.

- Fungos —Exame direto/ Raspado dérmico, Couro cabeludo, Escarro, LCR, etc.

2.8.2. BIOLOGIA MOLECULAR

- PCR qualitativo Hepatite C.

- PCR quantitativo Hepatite C.

- Genotipagem Hepatite C.

2.8.3. CITOPATOLOGIA

- Citologia oncótica cérvico-vaginal —PCCU.

- Citologia de punção aspirativa e/ou secreções diversas.

2.8.4. DOSAGENS BIOQUÍMICAS

- Ácido úrico.

- Bilirrubina total e frações.

- Cálcio.

- Colesterol HDL.

- Colesterol total.

- Creatinina.

- Ferro sérico.

- Fosfatase alcalina.

- Gama GT.

- Glicose.

- Potássio.

- Sódio.

- Transaminase Oxalacética (TGO).

- Transaminase pirúvica (TGP).

- Triglicerídeos.

- Uréia.

2.8.5.  HEMATOLOGIA CLÍNICA

- Hemograma completo

- Hemossedimentação (VHS)

2.8.6.  HEMOPARASITOLOGIA

- Pesquisa de T. cruzi (Doença de Chagas)

- Pesquisa de Plasmódio (Malária)

- Controle de qualidade externo de Doença de Chagas e Malária

2.8.7. HORMÔNIOS

- Estradiol.

- Hormônio Folículo-estimulante (FSH).

- Hormônio Luteinizante (LH).

- Hormônio Tireoestimulante (TSH).

- Progesterona.

- Prolactina.

- T3 total.

- T4 livre e total.

- Testosterona.

2.8.8. HISTOPATOLOGIA

- Exames anatomopatológicos de biópsia e peças cirúrgicas.

2.8.9. IMUNOLOGIA AVANÇADA

- Citomegalovírus IgG - MEIA

- Citomegalovírus IgM - MEIA

- Clamidia - IFD

- Dengue IgM - ELISA

- Dengue isolamento viral

- Doença de Chagas  - ELISA

- Doença de Chagas - Hemaglutinação

- Doença de Chagas IgG - IFI

- Febre amarela IgM - ELISA

- Febre amarela isolamento víral

- Hepatite A, Anti-HAV IgM - ELISA/ MEIA

- Hepatite B, carga viral

- Hepatite B Anti-HBs - ELISA/MEIA

- Hepatite B, Anti-HBc - ELISA/MEIA

- Hepatite B, Anti-HBc IgM  - ELISA/MEIA

- Hepatite B, Anti-HBe - ELISA/MEIA

- Hepatite B, HBeAg - ELISA/MEIA

- Hepatite B, HBsAg - ELISA/MEIA

- Hepatite C, Anti-HCV - ELISA/MEIA

- Hepatite D, Anti-HDV - ELISA

- HIV, Pesquisa de Anti-HIV 1 e 2 - ELISA/MEIA

- HIV, confirmatório - IFI/ Westem Blot

- HIV, Quantificação do HIV I - bDNA

- HIV, Contagem de células CD4/CD8 - Citometria de fluxo

- Leishmaniose visceral canina IgG- IFI

- Leishmaniose tegumentar americana - Controle de qualidade

- Leishmaniose visceral canina e humana - Controle de qualidade

- Leishmaniose visceral humana IgG - IFI

- Leptospirose - ELISA

- Pesquisa de vírus respiratórios - IFI

- Rotavirus - ELISA

- Rubéola IgG - ELISA

- Rubéola IgM - ELISA

- Rubéola - Controle de qualidade

- Rubéola -  Isolamento viral

- Sarampo IgG - ELISA

- Sarampo IgM - ELISA

- Sarampo - Isolamento viral

- Sífilis, FTA-Abs - IFI

- Toxoplasmose IgG - MEIA

- Toxoplasmose IgM - MEIA

2.8.10. MARCADOR TUMORAL

- Antígeno

Prostático Específico (PSA)

III-  VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA: ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS

3.1. BACTERIOLOGIA E MICOLOGIA

Considerações Gerais da Coleta Microbiológica:

• Colher antes da antibioticoterapia, sempre que possível;

• Instruir claramente o paciente sobre o procedimento;

• Observar a anti-sepsia na coleta de todos os materiais clínicos;

• Colher do local onde o microrganismo tenha maior probabilidade de ser isolado;

• Proteger os swabs da exposição ao ar, da dessecação e das temperaturas extremas;

• Os meios de cultura utilizados para o transporte das amostras (agar carvão, agar chocolate,

etc), deverão ser retirados da geladeira pela manhã, antes do início dos trabalhos, devendo já ter alcançado a temperatura ambiente no momento da semeadura. Não utilizar meios gelados;

• Os meios de Stuart, Cary-Blair e os meios de hemocultura deverão ser mantidos à temperatura ambiente e protegidos da luz.

3.1.2 SECREÇÕES

Método:

- Cultura em meios específicos, identificação e antibiograma.

Orientações para coleta:

- Coletar na fase aguda da doença: secreção otológica, secreção ocular, secreções da pele

(abscessos e exsudatos), esperma, LCR, sangue, escarro, lavado brônquico, bronco alveolar, escovado brônquico e aspirado transtraqueal;

- Armazenar a amostra em frasco estéril com meio de transporte adequado.

Conservação e transporte:

- A amostra deve ser transportada em temperatura ambiente até 24h;

- Swab em meio de transporte Cary-blair ou Stuart podem ser transportados em temperatura ambiente em até 72h;

- Swab em meio de transporte Cary-blair ou Stuart podem ser conservados e transportados sob refrigeração de 2 a 8 °C em até 7 dias.

Interferências:

- Uso de antibióticos.

Tempo de resultado:

- 07 dias para as secreções e 60 dias para escarro.

3.1.3 CHLAMYDIA TRACHOMATIS

Método:

- Imunofluorescência Indireta —IFI.

Orientações para coleta:

- Coletar raspado endocervical, uretral e da conjuntiva pela manhã antes de realizar a higiene

pessoal;

- Realizar esfregaço em lâmina específica para IFD e fixá-lo com duas gotas de acetona ou metanol.

Conservação e transporte:

- Enviar a lâmina em tubete plástico, protegido da luz e do calor, até cinco dias sob refrigeração.

Interferências:

- Uso de antibióticos.

Tempo de resultado:

- 02 dias.

3.1.4 COQUELUCHE

Método:

- Cultura em meios específicos, identificação e antibiograma.

Orientações para coleta:

- Coletar, no início dos sintomas (período catarral), secreção nasal com swab perinasal pro-fundo;

Conservação e transporte:

- Imediatamente após a coleta o swab deve ser estriado em tubo, com meio de transporte Agar carvão,  e permanecer dentro dele;

- Se não for possível o transporte imediato do material, incubar os tubos em estufa entre

 

35 - 37°C, por no máximo 48 horas encaminhando-o a seguir para o laboratório em temperatura ambiente.

Interferências:

- Uso de antibióticos.

Tempo de resultado:

- 10 dias.

3.1.5 CÓLERA

Método:

- Cultura em meios específicos, identificação e antibiograma.

Orientações para coleta:

- Coletar na fase aguda 5g/ml de fezes.

Conservação e transporte:

- A amostra in natura deverá ser conservada até 1 hora em temperatura ambiente ou até 5 horas se refrigerada;

- Swab em meio de transporte Cary-blair pode ser transportado em temperatura ambiente até

7 horas;

- Swab em meio de transporte Cary-blair pode ser conservado e transportado sob refrigeração

de 2 a 8°C até 7 dias.

Interferências:

- Uso de antibióticos e laxantes.

Tempo de resultado:

- 07 dias.

3.1.6 PESQUISA DE SALMONELLA SPP, SHIGELLA SPP E E. COLI PATOGÊNICAS (EPEC, EIEC E EHEC)

Método:

- Cultura em meios específicos, identificação e antibiograma.

Orientações para coleta:

- Coletar na fase aguda 5g/ml de fezes recentes.

Conservação e transporte:

- Amostra in natura deve ser transportada até 2 horas em temperatura ambiente;

- Swab em meio de transporte Cary-blair deve ser transportado em temperatura ambiente dentro de 24 a 72 horas;

- Swab em meio de transporte Cary-blair deve ser conservado e transportado sob refrigeração de 2 a 8°C em até 7 dias.

Interferências:

- Uso de antibióticos e laxantes.

Tempo de resultado:

- 07 dias.

3.1.7 FEBRE TIFÓIDE

Método:

- Cultura em meios específicos, identificação e antibiograma.

Orientações para coleta:

Hemocultura:

- Coletar na fase aguda 5ml de sangue total em pacientes adultos em frasco com 45ml de meio de cultura próprio, ou de acordo com a informação do frasco;

- Coletar na fase aguda 1ml de sangue total em crianças com 9ml de meio de cultura próprio, ou de acordo com a informação do frasco.

Coprocultura:

- Coletar 5 a 10ml/5g de fezes em frasco limpo e seco de boca larga com tampa rosqueável;

- Colocar o swab no frasco contendo as fezes e, realizando movimentos circulares, embeba-o com a matéria fecal;

- Colocar o swab em tubo contendo o meio de transporte Cary-blair.

Conservação e transporte:

- Transportar o sangue em temperatura ambiente dentro de 24 horas, evitando agitação do frasco;

- Transportar o frasco com as fezes “ in natura” em temperatura ambiente em até 1 hora;

- Swab em meio de transporte Cary-blair deve ser transportado em temperatura ambiente dentro de 24 a 72 horas;

- Swab em meio de transporte Cary-blair deve ser conservado e transportado sob refrigeração de 2 a 8°C em até 7 dias. 

Interferências:

- Volume de sangue coletado superior ao indicado pelo fabricante do frasco;

- Uso de antibiótico;

- Fezes com conservante.

Tempo de resultado:

- 10 dias para cultura do sangue;

- 07 dias para cultura das fezes e antibiograma.

3.1.8

HANSENÍASE

Método:

- Microscopia: coloração de Ziehl-Neelsen.

Orientações para coleta:

- Lesões cutâneas visíveis: realizar raspado dérmico do cotovelo esquerdo, lóbulo auricular direito e 2 lesões em atividade;

- Lesão única: realizar raspado dérmico do lóbulo auricular direito ou esquerdo e a lesão;

- Sem lesão: realizar raspado dérmico do cotovelo esquerdo, lóbulo auricular direito e esquerdo;

- Com suspeita de reativação e resistência medicamentosa: realizar raspado dérmico da lesão de maior reatividade e locais de maior positividade (lóbulos direito e esquerdo, cotovelos direito e esquerdo);

- O raspado dérmico deve ser fixado e corado.

Conservação e transporte:

- Deve ser acondicionado em tubetes plásticos.

Interferências:

- Incidência direta de raios solares sobre as lâminas.

Tempo de resultado:

- 02 dias

3.1.9 INFECÇÃO URINÁRIA

Método:

- Cultura em meios específicos, identificação e antibiograma.

Orientações para coleta:

- Orientar o paciente a fazer higienização da genitália com água e sabão neutro, desprezar o jato inicial da primeira urina da manhã e coletar o jato médio em frasco estéril.

Conservação e transporte:

- Manter vedado e sob refrigeração entre 4 e 8°C e enviar, preferencialmente, até 3 horas após a coleta;

- Transportar em caixa de isopor com gelo reciclável.

Interferências:

- Uso de antibióticos.

Tempo de resultado:

- 07 dias.

3.1.10 INFECÇÃO

DE OROFARINGE

Método:

- Cultura em meios específicos, identificação e antibiograma.

Orientações para coleta:

- Coletar secreção da orofaringe com swabs;

- Os swabs sem meio de transporte devem ser semeados imediatamente.

Conservação e transporte:

- Os swabs em meio de transporte podem permanecer até 24 horas em temperatura ambiente;

- Transportar dentro de caixa de isopor até 24 horas em temperatura ambiente.

Interferências:

- Uso de antibióticos;

- Swab contaminado com saliva.

Tempo de resultado:

- 07 dias.

3.1.1

1 INFECÇÕES PURULENTAS EM GERAL

Método:

- Cultura em meios específicos, identificação e antibiograma.

Orientações para coleta:

- Coletar 02 swabs com secreção de feridas cirúrgicas, lesões de peles escaras, abscessos e etc;

- Colocar um swab em meio de transporte Stuart e fazer um esfregaço com o outro.

Conservação e transporte:

- Transportar em caixa de plástico ou isopor em temperatura ambiente.

Interferências:

- Uso de antibiótico.

Tempo de resultado:

- 07 dias.

3.1.12 MENINGITE

Método:

- Cultura em meios específicos, identificação e antibiograma.

Orientações para coleta:

- Apunção lombar para coleta de líquor deve ser realizada por profissional médico;

- Coletar, logo após a suspeita clínica de meningite, em frasco estéril o líquido cefalorraquidiano (LCR);

- Semear amostra em meio de transporte (tubo de agar chocolate inclinado).

Conservação e transporte:

- Conservar em estufa a 37°C até o momento do envio;

- Transportar em temperatura ambiente.

Interferências:

- Uso de antibiótico.

Tempo de resultado:

- 07 dias.

3.1.13 SEPTICEMIAS EM GERAL

Método:

- Cultura em meios específicos, identificação e antibiograma.

Orientações para coleta:

- Coletar na fase aguda 5 —10 ml de sangue total;

- Inocular a amostra imediatamente após a coleta em meio de transporte específico para hemocultura.

Conservação e transporte:

- Conservar em estufa a 37°C até o momento do envio;

- T

ransportar em temperatura ambiente, protegidos da luz.

Interferências:

- Uso de antibiótico.

Tem

po de resultado:

- 10 dias.

3.1.14 TUBERCULOSE

Método:

- Microscopia: coloração de Ziehl-Neelsen;

- Cultura em meios específicos, identificação e antibiograma;

- Teste de sensibilidade ás drogas utilizadas no tratamento da tuberculose.

Orientações para coleta:

- Orientar o paciente para lavar bem a boca apenas com água e, em jejum, coletar 5 a 10ml de escarro.

Conservação e transporte:

- Conservar em recipiente bem fechado, protegido da luz solar e sob refrigeração entre 4 e 8°C;

- Transportar em maleta térmica com gelo reciclável e protegido da luz solar no prazo de 72 horas.

Interferências:

- Uso de antibiótico.

Tempo de resultado:

- Baciloscopia: 03 dias;

- Cultura/Antibiograma: até 60 dias;

- Teste de sensibilidade: 60 dias.

3.1.15 URETRITES E VAGINITES EM GERAL

Método:

- Cultura em meios específicos, identificação e antibiograma.

Orientações para coleta:

- Informar ao paciente a necessidade da abstinência sexual de 3 dias;

- Coletar com swab secreção vaginal ou secreção uretral (usar swab alginatado para esta);

- Imediatamente semear em meio de transporte Stuart.

Conservação e transporte:

- Conservar em estufa a 37°C até o envio da amostra;

- Transportar em temperatura ambiente.

Interferências:

- Uso de antibiótico;

- Relação sexual até 03 dias antes.

Tempo de resultado:

- 05 a 08 dias

3.1.16 MICOLOGIA

Método:

- Microscopia.

Orientações para coleta:

- Coletar em frasco estéril raspado dérmico, LCR, escarro, couro cabeludo, unha, pêlo e pele.

Conservação e transporte:

- Transportar em temperatura ambiente até 2 horas.

Interferências:

- Uso de antibióticos, esmaltes, cremes, pomadas e desodorantes.

Tempo de resultado:

- Direto: 3 dias;

- Cultura: 45 dias.

3.2 BIOLOGIA MOLECULAR

3.2.1 HEPATITE C

Método:

- Reação em cadeia da polimerase —PCR.

Orientações para coleta:

- Coletar 1ml de soro ou plasma.

Conservação e transporte:

- Conservar o soro em microtubos estéreis com tampa de rosca sob refrigeração entre 2 a 8 °C até 3 dias;

- Para tempo prolongado conservar a -70°C;

- As amostras devem ser transportadas em estantes, embaladas individualmente, dentro de maleta térmica com gelo reciclável suficiente para manter a temperatura desejada.

Interferências:

- Amostras lipêmicas ou hemolisadas.

Tempo de resultado:

- 30 dias

3.3 CITOPATOLOGIA

3.3.1 CITOLOGIA

Método:

- Microscopia: coloração pela técnica de Papanicolaou.

Orientações para coleta:

- Lâmina de PCCU, secreções e punções de outros órgãos;

- O material da ectocérvice, endocérvice e outros devem ser fixados em álcool 95°.

Conservação e transporte:

- Acondicionar em tubetes plásticos;

- Transportar em temperatura ambiente protegidos da luz e do calor.

Interferências:

- Uso de duchas e lavagens vaginais, cremes, talcos vaginais e relações sexuais (24 horas antes da coleta).

Tempo de resultado:

- 30 dias.

3.4 DOSAGENS BIOQUÍMICAS, HORMÔNIOS, IMUNOLOGIA BÁSICA

3.4.1 BIOQUÍMICA E IMUNOLOGIA BÁSICA

Método:

- Espectrofotometria automatizada;

- Imunoensaio enzimático de micropartículas —MEIA;

- Quimioluminescência amplificada;

- Eletroquimioluminescência.

Orientações para coleta:

- Informar o paciente a necessidade do jejum de 8 horas;

- Coletar 2 - 5ml de soro em tubos (BD vacutainer crot activador).

Conservação e transporte:

- Acondicionar em estantes dentro de maleta térmica com gelo reciclável suficiente para manter a temperatura entre 4 -8 °C até 2 dias ou congeladas para um período maior.

Interferências:

- Hemólise e fibrina nas amostras.

Tempo de resultado:

- 03 dias.

3.4.2

HORMÔNIOS

Método:

- Imunoensaio enzimático de micropartículas —MEIA;

- Quimioluminescência amplificada;

- Eletroquimioluminescência.

Orientações para coleta:

- Informar o paciente a necessidade do jejum de 4 horas;

- Coletar 2 - 5ml de soro em tubos sem anticoagulante.

Conservação e transporte:

- Acondicionar em estantes dentro de maleta térmica com gelo reciclável suficiente para manter a temperatura entre 4 - 8°C até 4 dias.

Interferências:

- Exercício físico.

Tempo de resultado:

- 03 dias.

Nota: esta coleta é realizada apenas no LACEN-PA.

3.5 HEMATOLOGIA CLÍNICA

3.5.1 HEMATOLOGIA

Método:

- Sistema automatizado: citometria de fluxo.

Orientações para coleta:

- Coletar 2 —3ml de sangue total em tubos com EDTA.

Conservação e transporte:

- Transportar em temperatura ambiente até 24 horas ou entre 4 —8°C, dentro de 48 horas, em caixa térmica com gelo reciclável.

Interferências:

- Hemólise e sangue coagulado.

Tempo de resultado:

- 02 dias.

Nota: esta coleta é realizada apenas nos postos de coleta do LACEN-PA.

3.6 HEMOPARASITOLOGIA

3.6.1 DOENÇA DE CHAGAS

Método:

- Microscopia.

Orientações para coleta:

- Coletar gota espessa ou esfregaço por punção digital durante a apresentação dos sintomas no paciente;

- Não necessita de jejum.

Conservação e transporte:

- Acondicionar em tubetes plásticos à temperatura ambiente.

Interferências:

- Não se aplica.

Tempo de resultado:

- 02 dias.

3.6.2

MALÁRIA

 

Método:

- Microscopia.

Orientações para coleta:

- Coletar sangue por punção digital ou venoso na fase sintomática inicial: calafrio, febre e sudorese.

Conservação e transporte:

- Acondicionar as lâminas em frascos acondicionadores de laminas;

- Conservar e transportar em temperatura ambiente.

Interferências:

- Não se aplica.

Tempo de resultado:

- Diagnóstico rápido: 01 dia;

- Controle de qualidade: 03 meses.

3.7 HISTOPATOLOGIA

3.7.1 HISTOPATOLÓGICO

Método:

- Histopatológico.

Orientações para coleta:

- A coleta é feita pelo profissional médico em ambiente hospitalar;

- O material recebido são peças anatomo-patológicas, cirúrgicas ou fragmentos de biópsia.

Conservação e transporte:

- O material deve estar imerso em formol a 10%;

- Transportar em frasco de polietileno estéril, em temperatura ambiente protegido da luz e do calor.

Interferências:

- Não se aplica.

Tempo de resultado:

- 60 dias.

3.8 IMUNOLOGIA

3.8.1 DENGUE

Método:

- Ensaio Imunoenzimático —ELISA;

- Imunofluorescência Indireta.

Orientações para coleta:

- Coletar a partir do 7° dia dos primeiros sintomas da doença 1 —3ml de soro em tubos a vácuo com gel separador;

- Não necessita de jejum.

Conservação e transporte:

- Conservar em temperatura ambiente até 6 horas, após esse período manter sob refrigeração à temperatura de 2 a 8°C até 24 horas e por período prolongado conservar à -20°C;

- Transportar em estantes dentro de maleta térmica com gelo reciclável.

Interferências:

- Amostras hemolisadas.

Tempo de resultado:

- Até 08 dias.

3.8.2 DENGUE

Método:

- Isolamento viral.

Orientações para coleta:

- Coletar entre o 1° e o 5° dia dos primeiros sintomas 1 —3ml de soro em tubo com tampa rosqueável ou a vácuo sem aditivo;

- Não necessita de jejum.

Conservação e transporte:

- Transportar em estantes dentro de maleta térmica com gelo reciclável, entre 4 - 8°C até 24 horas;

- Para períodos prolongados conservar a -20°C.

Interferências:

- Amostras hemolisadas.

Tempo de resultado:

- 30 dias.

3.8.3 DOENÇADE CHAGAS

Método:

- Ensaio Imunoenzimático —ELISA;

- Imunofluorescência Indireta;

- Hemaglutinação.

Orientações para coleta:

- Coletar 5ml de soro 7 a 15 dias após a infecção;

- Não necessita de jejum.

Conservação e transporte:

- Transportar em estantes dentro de maleta térmica com gelo reciclável, entre 4 - 8°C.

Interferências:

- Amostras hemolisadas.

Tempo de resultado:

- IgG: 08 dias;

- IgM: 30 dias.

3.8.4 FEBRE AMARELA

Método:

- Ensaio Imunoenzimático —ELISA.

Orientações para coleta:

- Coletar 1 - 3ml de soro em tubo a vácuo com gel separador a partir do 7° dia de doença.

Conservação e transporte:

- Conservar em temperatura ambiente até 6 horas, após esse período manter sob refrigeração à temperatura de 2 a 8°C até 24 horas e por período prolongado conservar à -20°C;

- Transportar em estantes dentro de maleta térmica com gelo reciclável.

Interferências:

- Amostras hemolisadas.

Tempo de resultado:

- 08 dias.

3.8.5 FEBRE AMARELA

Método:

- Isolamento viral.

Orientações para coleta:

- Coletar 1 —3ml de soro em tubo com tampa rosqueável ou a vácuo sem aditivo entre o 1° e o 5°dia dos primeiros sintomas;

- Não necessita de jejum.

Conservação e transporte:

- Transportar em estantes dentro de maleta térmica com gelo reciclável, entre 4 - 8°C até

 24 horas;

- Período prolongado a -20°C.

Interferências:

- Amostras hemolisadas.

Tempo de resultado:

- 30 dias.

3.8.6 HEPATITE A, B, C e D

Método:

- Imunoensaio enzimático de micropartículas - MEIA;

- Ensaio imunoenzimático - ELISA.

Orientações para coleta:

- Informar o paciente a necessidade de jejum de 4 horas, salvo em casos de urgência;

- Coletar 3ml de soro em tubos vacuntaimer com gel separador.

Conservação e transporte:

- Conservar sob refrigeração entre 2 a 8 °C até 5 dias e para tempo prolongado a -20°C até seis meses;

- Os tubos devem ser embalados individualmente e transportados em estantes dentro de maleta térmica com gelo reciclável.

Interferências:

- Amostras lipêmicas ou hemolisadas.

Tempo de resultado:

- 20 dias.

3.8.7 HEPATITE B

Método:

- Reação em cadeia da polimerase - PCR.

Orientações para coleta:

- Coletar 2ml de soro em tubos sem anticoagulante;

- Não necessita de jejum.

Conservação e transporte:

- Conservar sob refrigeração entre 2 a 8°C até 5 dias e para tempo prolongado a -20°C até seis

meses;

- Os tubos devem ser embalados individualmente e transportados em estantes dentro de maleta térmica com gelo reciclável.

Interferências:

- Amostras lipêmicas ou hemolisadas.

Tempo de resultado:

- 60 dias.

3.8.8 HIV/AIDS

Método:

 - Imunoensaio enzimático de micropartículas —MEIA;

- Ensaio Imunoenzimático —ELISA;

- Imuno fluorescência Indireta;

- Western Blot.

Orientações para coleta:

- Coletar em tubos vacuntaimer com gel separador, 8,5ml de sangue total;

- Não necessita jejum.

Conservação e transporte:

- Conservar sob refrigeração entre 2° e 8 °C até 7 dias, após este período conservar o tubo a

- 20°C;

- Transportar em estantes dentro de maleta térmica com gelo reciclável.

Interferências:

- Amostras hemolisadas;

- Amostras com temperatura acima de 8°C.

Tempo de resultado:

- 15 a 20 dias.

Manual de Orientações Técnicas para: Coleta, Identificação, Acondicionamento, Preparo e Transporte de Amostras Biológicas

3.8.9 HIV/ AIDS

Método:

- Citometria de fluxo: anticorpos monoclonais para CD4 e CD8.

Orientações para coleta:

- Informar o paciente da necessidade de jejum de 3 horas;

- Coletar em tubos com anticoagulante (EDTA) 5ml de sangue total.

Conservação e transporte:

- Conservar em temperatura ambiente até 24 horas;

- Transportar os tubos embalados individualmente, em estantes dentro de maleta térmica em temperatura ambiente.

Interferências:

- Amostra gelada, congelada, hemolisada, coagulada ou coleta há mais de 24 horas.

Tempo de resultado:

- 5 dias.

3.8.10 HIV/AIDS

Método:

- Quantificação do HIV I: bDNA.

Orientações para coleta:

- Coletar em tubos com anticoagulante (EDTA/ K2) 5ml de sangue total;

- Não necessita de jejum.

Conservação e transporte:

- Conservar em temperatura ambiente até 4 horas ou plasma congelado a -20°C;

- Transportar em estantes dentro de isopor à temperatura ambiente ou plasma congelado em isopor com gelo reciclável.

Interferências:

- Amostra em tubos EDTA com gel e tubos reciclados.

Tempo de resultado:

- 15 dias.

3.8.11LEISHMANIOSE VISCERAL HUMANA

Método:

- Imunofluorescência Indireta.

Orientações para coleta:

- Coletar após suspeita ou início dos sintomas 3ml de soro em tubos sem anticoagulante.

Conservação e transporte:

- Conservar sob refrigeração entre 4 e 8°C;

- Transportar em caixa de isopor com gelo reciclável, embalados de forma que não haja derrame, até 5 dias após a coleta.

Interferências:

- Não se aplica.

Tempo de resultado:

- 05 dias.

3.8.12 LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA

Método:

- Ensaio Imunoenzimático —ELISA;

- Imunofluorescência Indireta.

Orientações para coleta:

- Coletar após suspeita ou início dos sintomas 3ml de soro em tubos sem anticoagulante.

Conservação e transporte:

- Conservar sob refrigeração entre 4 e 8°C;

- Transportar em caixa de isopor com gelo reciclável, embala dos de forma que não haja derrame, até 5 dias após a coleta.

Interferências:

- Não se aplica

Tempo de resultado:

- 15 dias.

3.8.13 LEPTOSPIROSE

Método:

- Ensaio Imunoenzimático —ELISA.

Orientações para coleta:

- Coletar a partir do 14° dias do início dos sintomas 2ml de soro em tubos sem anticoagulante.

Conservação e transporte:

- Conservar sob refrigeração 4 - 8°C até 5 dias, após este período conservar o soro a -20°C;

- Transportar em estantes, dentro de maleta térmica com gelo reciclável.

Interferências:

- Patologias associadas como dengue, hepatite e febre amarela.

Tempo de resultado:

- 15 dias.

3.8.14 ROTAVIRUS

Método:

- Ensaio Imunoenzimático —ELISA.

Orientações para coleta:

- Coletar na fase aguda 5 a 10ml ou 5g de fezes.

Conservação e transporte:

- Conservar as amostras sob refrigeração entre 4 a 8 °C ou in natura (para análise no mesmo dia);

- Transportar em maleta térmica com gelo reciclável no prazo de 48 horas.

Interferências:

- Não se aplica.

Tempo de resultado:

- 08 dias.

3.8.15 SARAMPO E RUBÉOLA

Método:

- Ensaio Imunoenzimático —ELISA.

Orientações para coleta:

- Informar o paciente sobre a necessidade de jejum de 10 a 12 horas;

- Coletar 3ml de soro em tubos sem anticoagulante entre o 5° e o 28° dia do início do exantema.

Conservação e transporte:

- Conservar sob refrigeração entre 4 e 8°C até 5 dias;

- Transportar em estantes dentro de maleta térmica com gelo reciclável, embalados individualmente.

Interferências:

- Amostras hemolisadas e lipêmicas.

Tempo de resultado:

- Rubéola: 07 dias;

- Sarampo: 05 dias.

3.8.16 TOXOPLASMOSE E CITOMEGALOVÍRUS

 Método:

- Imunoensaio enzimático de micropartículas —MEIA.

Orientações para coleta:

- Deixar o paciente por alguns instantes na cabine para que ele relaxe;

- Coletar 2 - 5ml de soro ou plasma em tubo com EDTA, heparina ou citrato de sódio.

Conservação e transporte:

- Conservar as amostras sob refrigeração à temperatura de 2 a 8 °C até 7 dias e a -10°C ou temperatura menor por período prolongado;

- Transportar em estantes, dentro de maleta térmica com gelo reciclável.

Interferências:

- Fibrina, hemólise ou material particulado.

Tempo de resultado:

- 03 dias.

3.8.17 VIROSES RESPIRATÓRIAS

Método:

- Imunofluorescência Indireta.

Orientações para coleta:

- Coletar aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado nasal/ oral;

- Até 5 dias do início do aparecimento dos sintomas (fase aguda da doença).

Conservação e transporte:

- ANF: coletores descartáveis com meio de transporte viral ou acoplado a uma sonda;

- Swab: em tubo de polipropileno com 3ml de meio de transporte viral;

- Embalar as amostras individualmente em saco plástico, lacrado e identificado;

- Transportar em caixa de isopor com gelo reciclável, no mesmo dia da coleta. Excepcionalmente, quando em coletor próprio, poderá ser preservado refrigerado a 4°C, pelo período de 24 horas.

Interferências:

- Contaminação do meio de transporte viral.

Tempo de resultado:

- 08 dias.

3.8.18 SÍFILIS

Método:

- Imunofluorescência indireta —teste FTA-Abs.

Orientações para coleta:

- Não é necessário preparo;

- Coletar 1 ml de soro.

Conservação e transporte:

- Conservar o soro sob refrigeração entre 2 a 8 °C até 3 dias;

- Para tempo prolongado conservar a -20°C;

- As amostras  devem  ser transportadas  em  estantes dentro de maleta térmica com gelo

reciclável suficiente para manter a temperatura desejada.

Interferências:

- Hemólise.

Tempo de resultado:

- 02 dias

REFERÊNCIAS

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- Brasil. Manual Nacional de Vigilância Laboratorial da

Tuberculose e outras Micobactérias.

Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Brasília, 2008, 436p.

- Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. 

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Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. —Brasília:

Ministério da

Saúde, 2005.

- Bula do KIT ETI-MAK-4 (Diasorin, Saluggia (Vercelli) —Itália, 2004.

- Cansado, J.R. & col.  Métodos de Laboratório

Aplicados à Clínica/Editores J. Romeu Cansado, João Galizzi, J.B. Greco, J. Benjamim Soares, A. Oliveira Lima. —8. Ed. —Rio de Janeiro:

Guanabara Koogan, 2001.

- FUNASA. Manual de Vigilância Epidemiológica de febre Amarela. Fundação Nacional de

Saúde, Brasília, 60p. 1999.

- FUNASA/ Ministério da Saúde —Manual da Dengue —1998.

- Manual de Doença de Chagas —

Triagem e Diagnóstico Sorológico em Unidades Hemoterápicas e Laboratórios de Saúde.

- Henry

. J.B. —Diagnósticos Clínicos e conduta

Terapêutica por Exames Laboratoriais- Ed. Manole —1993.

- JAWETZ, M & ADELBERG. Microbiologia médica. ISBN: 85-277-0593-1. 21ª ed (2003). Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, RJ.

- JORGE, A. O. C. Microbiologia Atividades Práticas. Ed. Santos. São Paulo. 1997.

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- Manual Amplicor® Hepatites C vírus (HCV) Test, version 2.0.

- Manual de capacitação em Diagnóstico laboratorial da Leishmaniose visceral e doenças de

Chagas.

- Manual de coleta de secreção estabelecido pelo PN-DST- Ministério da Saúde.

- Manual de controle do tracoma - Ministério da Saúde.

- Manual de detecção para Rotavírus - EIARA (m) Bio-Manguinhos.

- MANUAL DE DOENÇAS DE CHAGAS - Triagem e Diagnóstico Sorológico em Unidades Hemoterápicas e Laboratórios de Saúde.

- Manual de orientações para a coleta, preparo e transporte de material biológico - LACEN/SC.

- Manual de Procedimentos MS/ANVISA.

- Manual do Clinical and Laboratory Stanards Institute —CLSI. Versão —2005.

- Manual do KIT IFI BLOT 2.2, FORNECIDO PELA Empresa Genelabs Diagnostics.

- Manual do KIT IFI -HIV-1 —Bio-Manguinhos —FIOCRUZ.

- Manual do teste para genótipo do HCV (LIPA).

- Manual para o diagnóstico laboratorial das meningites bacterianas. Brasília / DF, 2005.

- Manual para quantificação de carga viral do HIV-1 e protocolo do kit da empresa fornecedora do equipamento (SIEMENS).

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Técnico de Laboratório - Ministério da Saúde/Instituto Nacional do Câncer-rio de Janeiro.

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- WWW.WIKIPEDIA.COM.BR

-PASSOS, M.R.L. e cols. Doenças Sexualmente transmissíveis. Rio de Janeiro. ED Cultura Médica

 

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